domingo, 20 de março de 2011

Untitled(Watermelons)



apex art, NY


Proposal Title: Untitled(Watermelons)

Submission:


“ Because of its restless, unfixed boundaries, its multiplicities, and the state of “permanent transition” within which it is practiced and communicated, contemporary art tends to be much more resistant to global totalization. ” Okwui Enwezor


"All love affairs happen in foreign cities. “ Jalal Toufic


On the extreme South West of fortress Europe there is a city where watermelons fall instead of bombs. The city is known also for its windy, cosmopolitan nature that welcomes the visitors. The Atlantic Ocean connects it with the Cape Verd Islands in West Africa, with Rio de Janeiro, Brasil and with NYC, through infinite migrations. Unlike in the early 20th century, when the passangers used to travel by boat, the metamorphosis now occurs in the air, the most transitional of all zones.


In this largerly mixed city once existed an art space called Societé Anonyme(after Duchamp's organization of course) , where artists from different continents and time zones gathered to discuss and show their work. The scope of the space was wide-angle, transnational, postcolonial... global. It functioned as a kind of a platform that enabled future collaborations on different scales worldwide.


During the WW2 the city represented a refuge for the artists, intelectuals and homosexuals running from nazi Germany before departing to NYC. There is a photographer- sharp, unfocused and feminine, who reminds me of this city, totally unaware of its chaotic nature.


Watermelons are the connecting element between the artworks in this exhibition, while the general framework is provided by the artists' connection to the unknown metropola, rather invisible on the artworld's map. The red fruit with black seeds and green skin is linked to the free-floating desire in Tsai Ming-Liang's The Wayward Cloud; it takes the form of something far more flamboyant in DJ/Rupture's weekly radio show Mudd Up! that will be transmitted live in the gallery; and becomes unpredictable when the photographer Masha Tsvar gets a carte blanche to produce a new work.


The exhibition's title Untitled(Watermelons) refers to a tendency in contemporary art to mask the title of an artwork in order to keep its aura untouched and can be understood in this case as an attempt at or a follower of the institutional critique, this time placed in a tropical environment. What we disguise here is the meaning of watermelons for the artworld in general and the audience in particular. While the time for a new upheaval, following the sequence of liberation movements of the 20th century, has arrived not only for the Arab world(to fight its autocratic regimes) , but on global level.

Akram Zaatari: This Day




Akram Zaatari: This Day

Mala galerija, Liubliana

1 de Março a 10 de Abril 2011

Curadora convidada: Galit Eilat


Num momento em que estamos a assistir às mudanças radicais nas sociedades do Norte da África, arrastando-se pelo todo o Médio Oriente e com possíveis repercussões nas outras partes do mundo face à democracia, a Mala galerija em Liubliana apresenta o projecto do artista líbanes Akram Zaatari apropriadamente chamado This Day.


Trata-se do presente, sem esquecer o passado bifurcante desde os anos cinquenta do século vinte, tal é o time-span do projecto, com o futuro imprevisível e em perfeita sintónia com as incertezas da própria situação politica de Líbano que assistiu a uma revolução recente, nomeadamente em 2005 ou pouco antes da última invasão dos israelitas em Junho de 2006.


Akram Zaatari é um artista, realizador e curador baseado em Beirute. Junto com o Walid Raad ele foi um dos fundadores da Arab Image Foundation, uma instituição muito viva dedicada à preservação e à disseminação das imagens do Médio Oriente com base em Beirute, uma das mais vibrantes capitais de arte de nossos tempos.


O This Day é um ongoing research project onde o artista procura investigar os mais variados documentos que testemunham a actual situação cultural e política de Líbano. A curadora convidada Galit Eilat(Israel) , uma passageira frequente no voo de Tel Aviv com o destino Liubliana, fala de uma aproximação aos metodos arqueológicos na maneira como o artista revela devagar as camadas intimas da História contidas nas experiências do quotidiano de um território sujeito à constantes invasões e retiradas militares.


Voltando para o This Day; a instalação ocupa uma sala inteira no espaço adjacente da Moderna galerija, a principal instituição eslovena para arte contemporânea, dedicado aos projectos de natureza mais experimental. Fica numa das avenidas que atravessam o centro da cidade, rodeado pelas lojas, algumas delas ainda dos tempos do socialismo, sem nós percebermos sequer que estamos a entrar num espaço de arte.


O projecto de Akram Zaatari é dividido em várias partes ou podia-se dizer capítulos, já que as últimas revoluções atravessando o mundo árabe devolveram a primazia às palavras enquanto as imagens, sendo poucas e não representativas da realidade em transformação súbita ficaram por trás.

Em fim, acabando com os regimes autocratas de vez.


Portanto, à semelhança dos acontecimentos actuais, o artwork é constituido por seguintes elementos de maneira democrática: The Desert Panorama, um estudo da colecção de fotografias do deserto da Síria, tiradas nos anos cinquenta do século passado por historiador sírio Jibrail Jabbur e o fotografo Manoug de origem armeno-libanêsa; e Recordings, uma colecção de documentos e das fotografias do próprio artista que têm a ver com a invasão dos israelitas em 1982, este último subdividido em ciclo Learning Photography e o vídeo Saida 6. 6. 1982.


Especial destaque merecem sem dúvida as fotografias da série Learning Photography, tiradas pelo Zaatari em 1982 aos 16 anos enquanto observava os bombardeamentos da sua cidade pela varanda da sua casa em tempo real. As fotografias foram ampliadas em 2002 numa escala grande, mas mantêm a intimidade que as liga à outra época, como também a estranheza de ver na mesma série as imagens dos membros da sua familia que parecem ser tiradas de um Foto Album, a natureza morta dos cactos na sala de estar e as mais directas imagens do ataque aéreo e terrestre. Algumas imagens até parecem algo que não são, por exemplo a sua qualidade instantânea faz lembrar à obra do Gordon Matta-Clark e os seus cortes nos prédios nova-iorquinos nos anos setenta ou à qualquer imagem foto-journalística recente e estilizada, de composição perfeita, como se negando a existência da guerra.


As fotografias constituindo a série Learning Photography igualmente remetem para a a série We decided to let them say, “we are convinced, “ twice(2002) de Walid Raad, que forma um dos núcleos importantes do projecto The Atlas Group(1989-2004) , uma investigação na História contemporânea do Líbano com ênfase especial nas guerras de 1975 a 1990.

Aqui o Raad tirou as fotografias da mesma invasão israelita em 1982 na parte ocidental de Beirute só para poder amplia-las em 2002 àpos um olhar crítico para os negativos novamente, desta vez mais consciente do seu impacto, mesmo este sendo fugaz.

Ao mesmo tempo ele está claramente a desafiar as nossas noções da História.


Em termos formais as imagens do Raad e do Zaatari são parecidas, mesmo umas sendo à preto e branco e outras à cores, ambas contêm os riscos indeleveis, como se as explosões transformassem em pô ao longo da História, deixando as marcas gravadas na pelicula.


Nas palavras do Raad: “Eu tinha 15 anos em 1982 e queria estar tão perto dos acontecimentos quanto possível, ou tanto quanto a minha máquina e as lentes acabadas de comprar o permitissem. Claramente, não suficiantemente perto. “



Jessica 6: Fun Girl




Benetke, 23. februar 2011


Pocasi srkam espreso na sončen dan blizu železniške postaje St. Luzia in vse ostalo izgublja pomen. Kasneje imam let za Lizbono, kjer je brooklynški bend Hercules&Love Affair zelo priljubljen med LGBTQ populacijo in zasledovalci že odkar se je pojavil njihov prvi single Blind. Razočaranje, ki sili iz besedila komada nekam ven, je pravšnje za čas recesije:

"As a child I knew/that the stars could only get brighter/and we would get closer, get closer.

Now that I'm older/the stars should lie upon my face/and when I find myself alone/I feel like/I am blind. "

Ne, zvezde ne bojo vedno jasneje svetile in naše življenje ne bo boljše kot je- prej nasprotno.


Ni naključje, da je bend nastopil v kozmopolitskem mestu na jugo-vzhodu Evrope le dva dni preden je transeksualna pevka in performerka Nomi Ruiz pristala s svojim drugim bendom Jessica 6 v nekoliko provincialni Ljubljani.

Želim si, da bi lahko z njo(Nomi) debatirala o različnih stvareh, a zanima me predvsem kako je uspel koncert v Luxu, enem izmed najboljših klubov v Evropi. Lociran nekje v pristanišču, razkriva čudovit najtvižn na reko ali pa je to Atlantik? Iz strehe, kjer navadno igra počasen soundtrack, se da celo opazovati nebo polno zvezd.


Koncert v nedolgo nazaj ponovno odprtem Kinu Šiška, legendarnem kinu, ki se je transformiral v cemter urbane kulture s pomočjo arhitektke Apolonije Šušteršič, je bil bolj intimen, po velikosti in pristopu. Presenetljivo sta bila na eventu le dva outirana geja in skupina običajnih osumljenk-lezbičnih aktivistk vseh generacij iz Caféja Open. In to navkljub svetli zvezdi, ki je sijala iz odra aka Nomi Ruiz. Morda je slovenska družba ravnokar v obdobju transfobične tranzicije.


Performens je bil izveden po najvišjih standardih tovrstnega javega nastopanja. Nomi Ruiz ni samo muy bonita, ampak ima tudi globok in zapeljiv ženski glas, ki publiki ne pusti dihati od začetka do konca koncerta. Bend je ostajal v senci, podpiral in reagiral na vsak njen trzljaj. Zvok je manj bicha in mainstream kot H&LA, čeprav ima tisti značilen NY beat, nekoliko underground nekoliko disco, vsekakor zelo poslušljivo in prijetno za ušesa.


Jessica 6- Fun Girl


In potem so bile tiste seksi noge, ki jih je opazil tako ženski kot moški del dvorane, pa najlepše temne oči in perfektno zlikani dolgi lasje, ampak predvsem je šlo za neverjeten prenos energije na publiko. Eden izmed najmočnejših momentov je bil, ko se je ponovno oblekla, tokrat v črno usnjeno jakno s številko 6 na hrbtu, svetlečo črno miniko in črn klobuk, ki jo je naredil še bolj skrivnostno in senzualno. Kljub temu je bilo očitno, da ni vzpostavila interakcije s publiko ali vsaj očesnega kontakta, verjetno je pogrešala fante, ki bi stali in kričali v prvih vrstah. A oni so četali na virtualnih forumih kot običajno.


Resumindo, koncert vreden svojega imena in celo s presežki: noč, ki se je transformirala v nekaj drugega- morda v zvezdno galaksijo- na način kot se je Nomi preobrazila na odru iz človeškega bitja v neko drugo mogočno kreaturo in pustila za seboj vsaj minimalno upanje v boljše čase.

Nestrpno pričakujemo njihovo prvo ploščo. ki bo izšla v kratkem.


Jessica 6- White Horse






segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Sprememba podnebja: ljubljanska umetniska scena



Pričujoč tekst je nastal na podlagi intervjujev z nekaterimi nenaključno izbranimi protagonisti ljubljanske art scene. Pobudo zanj je dal Roman Uranjek, član skupine Irwin s katero sem že sodelovala na razstavi History Re-constructed v Lizboni. Nekatera mnenja se prekrivajo. Tako je naprimer jasno, da art sistemu manjkajo nekateri ključni elementi kot so kritična refleksija, razvit trg in podučeni zbiratelji ter ustrezno izobraževanje. Po drugi strani pa se večina strinja, da gre za zelo dinamično sceno, ki ji ne manjka samoiniciative in delovanja v mednarodnem kontekstu.


Nerazvit umetnostni trg

Trg v Sloveniji je nerazvit in netransparenten. Razlogi za to so različni, v glavnem pa gre za povezavo večih elementov art sistema, ki manjkajo.
Gregor Podnar je galerist, ki se je hitro uveljavil v mednarodnem kontekstu. Njegova galerija predstavlja predvsem že uveljavljene umetnike iz Vzhodne Evrope, ki pa še niso imeli svoje galerije, kar je za Vzhod zelo značilno- npr. Irwin, Attila Csörgö in Vadim Fiškin, pa tudi mlajše kot je npr. Tobias Putrih. Osrednji prostor ima v Berlinu, v Ljubljani pa ima neke vrste project room, prostor bolj eksperimentalne narave. Za Berlin se je odločil zaradi nerazvitosti trga v Sloveniji in pa tudi zato, ker se tja poleg umetnikov vsebolj selijo tudi mednarodni zbiralci.
Ali obstaja povezava med nerazvitostjo trga in socializmom? “ Ne nujno.” pravi Miran Mohar, član skupine Irwin “ Čeprav je netransparenten trg skupen vsem državam Vzhodne Evrope, razlog zanj ni samo socializem. Gre za več faktorjev. “ Viktor Misiano je izjavil, da je imela Rusija ta problem, da so najboljši strokovnjaki na področju sodobne umetnosti delovali zunaj institucij, kar se jim pozna še zdaj. Tudi v Sloveniji obstaja dihotomija med umetniško produkcijo in nekaterimi zelo uspešnimi institucijami ter državo, ki kljub pobudam in uspehom ki so prihajali v glavnem iz osebnih inicitiativ tega ni podkrepila in ojačala, ampak se je do takšnih pobud obnašala celo sovražno. Sistem je zaprt, problem je v kulturni politiki. Ena izmed rešitev bi bila po Moharjevem mnenju ustanovitev fundacij, tako ministrstvo za kulturo ne bi imelo več popolne kontrole nad financiranjem umetnosti pri nas. Politika ne bi imela več direktnega vpliva, nadomestila bi jo stroka in tako bi se pri menjavah vlad ohranjala kontinuiteta umetniške produkcije. Nujna bi bila tudi uvedba resnih davčnih olajšav za podpornike umetnosti, ki bi lahko tudi sami producirali in financirali umetniške projekte in razbremenili državo. Takšna diverzifikacija bi dala nov zagon umetnostni sceni.
“ V Sloveniji je umetnost v glavnem financirana s strani države. Tu smo še vedno v tranziciji. “ pravi Igor Španjol, kustos Moderne galerije. “ To pomeni, da umetniki živijo dokaj udobno, kljub nerazvitosti in netransparentnosti trga. “ Doda še, da imajo nekateri umetniki kot npr. impresionisti doma precej višjo ceno kot v tujini, kar je absurd.

Neobstoj kritične refleksije

V Sloveniji praktično ne obstaja kritična refleksija. Edina revija namenjena sodobni umetnosti, Mars, je bila kmalu po izzidu ukinjena. Razlogi za to niso znani.
V nasprotju z ostalimi se Marini Gržinić, doktorici filozofije, umetnici in profesorici na Akademiji za vizualno umetnost na Dunaju, zdi ljubljanska umetniška scena “ gnila”. Slovenski prostor imenuje “ malomeščanska neoliberalna beznica”.
V zameno pa ponudi kritično platformo, ki prinaša pozicije, ki jih v Sloveniji ni. Reartikulacija povezuje različna področja kritike kot so de-kolonialnost, de-linking, radikalna politična praksa in lezbična scena s sodobno umetnostjo. Dvojezični žurnal je med najbolj zanimivimi stvarmi, ki se dogajajo v Ljubljani trenutno.
Tevž Logar, novi direktor Škuca, neprofitnega prostora, ki pa zaradi pomankanja vizibilnosti slovenskih umetnikov v mednarodnem prostoru in odsotnosti art marketa, izvaja tudi galerijsko dejavnost in predstavlja umetnike na sejmih, pravi da na sceni ni prostora za diskurz. Problem je v kulturni politiki, ki podpira produkcijo ne pa tudi refleksije oziroma platform, ki bi vnašale diskurz.

Pomanjkljivo izobraževanje

Izobraževanje na področju umetnosti je na nizkem nivoju. Zdi se, da je obstalo v času.
“ Mladi umetniki so dokaj konzervativni. “ pravi Igor Španjol “ Slabo poznajo zgodovino umetnosti, kar kaže na pomanjkljiv sistem izobraževanja pri nas. “
Miran Mohar, profesor na Akademiji za vizualno umetnost A.V. A., meni da je izobraževanje
pri nas zastarelo. Premalo je poudarka na teoriji sodobne umetnosti, manjkajo pa tudi tuji profesorji, ki zaradi birokratskih zapletov nimajo možnosti za delo v Sloveniji(pogoj za pridobitev delovnega vizuma je znanje jezika).
Hermetična scena?
Nekaj umetnikov in institucij je prepoznavnih v mednarodnem prostoru med njimi Irwin, Marjetica Potrč, Marko Peljhan, Tobias Putrih in Moderna galerija. V primeru umetnikov gre za lastno iniciativo, saj država za to ne naredi ničesar. Tudi prepoznavnost inštitucij kot je Moderna galerija ni dovolj za uveljavitev naših umetnikov v mednarodnem kontekstu, saj nam manjka daljša tradicija avantgarde, ki je v primerjavi s Hrvaško pri nas razen OHO-ja in NSK-ja nimamo.
Alenka Gregorič, nova direktorica Mestne galerije je prepričana, da je ljubljanska umetniška scena, kljub majhnosti raznolika in razgibana. Imela je priložnost spoznati scene Istanbula, Tel-Aviva, Berlina in New Yorka, ki to tezo le še potrjujejo.
Scena ima svoje začetke v osemdesetih z gibanjem NSK(Neue Slowenische Kunst), devetdeseta so bila v znamenju Čosiča in Peljhana, zdaj pa se uveljavljajo zelo močni mladi, post-konceptualni umetniki.
Igor Španjol misli, da so bila devetdeseta bolj zanimiva, posebej konec devetdesetih je imela scena nek poseben zagon, tu so se pojavili Vadim Fiškin, ki je prisel takrat iz Moskve, pa Nika Špan in Apolonija Šušteršič. Leta 2000 je bila v Ljubljani še ostro kritizirana Manifesta, potem pa se je dinamika malo umirila na žalost. Gre pa vsekakor za zanimivo, čeprav majhno in hermetično sceno.
Tudi Tadej Pogačar, umetniški direktor centra in galerije P74, edinega artist run space v Ljubljani, meni, da je bila scena bolj aktivna v drugi polovici devetdesetih, ko poleg P74 začnejo z delovanjem na področju sodobne umetnosti še Kapelica, Ljudmila in Bunker, trenutno pa vlada zatišje, ne odpirajo se novi prostori, nova generacija se ne organizira.
Roman Uranjek, član skupine Irwin, misli, da je scena kljub majhnosti zelo dinamična. Imamo sedem prostorov, kjer je mogoče videti razstave sodobne umetnosti: galerija Alkatraz, P74, Škuc, Kapelica, Kapsula, Moderna galerija, Mestna galerija. Na razstavi, ki jo za pariški Pompidou pripravlja Joanna Mytkowska, na kateri bo sodelovalo 50 umetnikov iz 15 drzav Vzhodne Evrope, bodo kar trije slovenski umetniki/kolektivi- Tobias Putrih, Marjetica Potrč in Irwin. Slovenski galerist Gregor Podnar, ki je nedolgo nazaj odprl galerijo v Berlinu in se tako podal na mednarodni trg, bo prisoten s kar šestimi umetniki.
Za mednarodno uveljavljanje scene je bila pomembna razstava Moderne galerije Body and the East, ki je pokazala da ima vzhodnoevropska umetnost neko svojo identiteto in da ni le slaba kopija zahodne umetnosti.
Vendar ljub temu po mnenju Mirana Moharja širše gledano tuji kadri niso prisotni, nimamo zaposlenih tujih kustosov ali direktorjev institucij. Za primerjavo: v Avstriji so celo v problematičnem času močnih nacionalističnih strank imeli tuje direktorje v institucijah za sodobno umetnost.

Prihodnost

Moderna galerija je bila iz političnih vzrokov skoraj 3 leta zaprta, novembra pa se je odprla z razstavo Zorana Mušica. V prihodnosti načrtujejo delitev prostorov na umetnost 20. stoletja, ki bo na stari lokaciji in na muzej za sodobno umetnost na Metelkovi, katerega del bo tudi priznana zbirka 2000+, ki obsega dela zdaj že uveljavljenih umetnikov iz Vzhodne Evrope, nastajala pa je dvajset let. Hkrati je to tudi prva zbirka te vrste v mednarodnem merilu.
Program Mestne galerije bo temeljil predvsem na dialogu z mestom Ljubljano in z mednarodno sceno, ki se bo izvajal preko povabil tujim kuratorjem in institucijam s katerimi bodo skupaj razvijali projekte. Prostor bo posvečen tudi mladim umetnikom iz novonastalih držav bivše Jugoslavije in sicer v sodelovanju z institucijami, ki podelujejo nagrade za delo na področju umetnosti. Galerija bo neke vrste meeting point, kjer se bo poleg poglabljanja socialnih stikov dalo tudi brati knjige in revije o umetnosti.
Za program Škuca v prihodnjem letu bo značilna enakovredna prisotnost slovenskega in mednarodnega prostora, ena izmed programskih smernic pa je tudi namenjanje prostora mladim slovenskim umetnikom ter sodelovanje s sorodnimi tujimi in domacimi institucijami.
Posebna pozornost bo posvečena dialogu s kuratorji iz Slovenije in tujine, ki bojo skupaj s Tevžem Logarjem ali samostojno razvijali razstave, kar bo stalnica programa v prihodnosti.
Ena izmed programskih smernic P74 je podpora mladih umetnikov in kustosov, katerim namenijo prve samostojne razstave, hkrati pa mednarodna žirija podeljuje tudi nagrado skupine OHO za mlade umetnike. Stalnica programa je tudi podpora in razstavljanje knjige umetnika in mednarodno sodelovanje s kustosi in sorodnimi prostori iz Berlina, Madrida in Dunaja.
Gregor Podnar se trenutno ubada s vprašanjem, kako prebroditi krizo, ki kljub mnenju nekaterih da nima učinka na svet umetnosti, da je ta nekako izvzet, še kako vpliva na prodajo del.
Decembra se je Reartikulacija predstavila v Mestnem muzeju s projektom Zakon kapitala: zgodovine zatiranja. V Slovenijo je prisla nova scena: Bobby Banerjee, Goldie Osudi(Avstralija, Indija); Ivan Jurica, Ana Hoffner(Dunaj, Bratislava); Šefik Tatlić(Sarajevo, Zagreb); Agon Hamza(Priština).
Razstava vkljucuje: Virginijo Villaplano(Barcelona), Sinišo Ilića(Beograd), Marto Popivoda(Beograd), Oliverja Resslerja(Dunaj),...
Skupina Irwin je medtem zakljucila svoj večji projekt East Art Map, rekonstrukcijo zgodovine sodobne umetnosti Vzhodne Evrope, ki ga je bilo mogoče videti tudi v Lizboni. Trenutno pripravljajo kongres državljanov NSK, ki bo drugo leto v Berlinu.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

a cena artística de liubliana



O seguinte texto é resultado das entrevistas conduzidas com alguns dos protagonistas da vibrante cena de arte de Liubliana. A idea surgiu do encontro com Roman Uranjek, membro do grupo Irwin com qual já tinha trabalhado na exposição História reconstruída em Lisboa.
Algumas opiniões correspondem. É evidente que no sistema de arte faltam alguns elementos chave como o mercado de arte desenvolvido e transparente, a reflexão crítica e a educação adequada. No entanto, a grande maioria dos entrevistados acha que a cena artística de Liubliana é apesar do seu tamanho muito dinâmica e com grande visibilidade no contexto internacional.

A inexistência do mercado de arte


O mercado de arte na Eslovénia é subdesenvolvido e intransparente. As razões para isso são variadas e têm a ver com falta de outros elementos no sistema de arte.
Gregor Podnar é galerista que consegiu estabelecer-se rapidamente no contexto internacional. A galeria dele representa os artistas já estabelecidos da Europa de Leste que ainda não tinham a sua propria galeria o que é típico para leste europeu. Inclui os nomes como o grupo Irwin, Attila Csörgo e Vadim Fiskin, como também Tobias Putrih da geração mais nova.
O espaço central da galeria encontra-se em Berlim, enquanto o de Liubliana serve como uma espécie de project room, um espaço mais experimental.
Gregor optou por Berlim porque o mercado na Eslovénia não está desenvolvido e por ser um lugar para onde para além dos artistas recentamente mudaram também alguns coleccionadores internacionais.
Será que há ligação entre a inexistência do mercado de arte e socialismo? “ Não necessáriamente. “ diz Miran Mohar, o membro do grupo Irwin. “ Apesar de um mercado intransparente ser comum no todo o territorio da Europa de Leste a razão para isso não pode ser reduzida ao socialismo. Antes depende de varios factores. “ O Viktor Misiano disse que o problema na Russia é que os melhores artistas trabalham fora das instituições. Também na Eslovénia existe a dichotomia entre a produção artística e a actividade das instituições. O sistema de arte é fechado, o problema reside na política cultural. Uma solução será o estabelecimento das fundações, assim o ministério da cultura já não terá o controle total no financiamento da produção artística. A política deixava de ter a influência directa e será substituída por profissionais da área.
“ A arte na Eslovénia é financiada na grande medida pelo estado. Em relação a isso estamos ainda em transição. “ diz Igor Spanjol, curador da Moderna galerija, a principal instituição de arte contemporânea na Eslovénia. “ Quer dizer que os artistas levam vidas bastante comfortaveis, apesar do mercado ser subdesenvolvido e intransparente. “ Adiciona ainda que os preços das obras dalguns artistas locais como por exemplo os impressionistas cá atingem valores muito mais elevados do que no estrangeiro, o que é uma situação absurda.

A inexistência da reflexão crítica

A reflexão crítica na Eslovénia practicamente não existe. A unica revista dedicada à arte contemporânea editada por Moderna galerija, a Mars, foi cancelada logo depois de alguns números terem saído com successo. A razão disso não é conhecida.
Ao contrário dos outros, a Marina Grzinic, doutora em filosofia, artista e professora de arte na Faculdade de belas artes de Viena, acha a cena artística de Liubliana “ podre” . O território nacional chama “ um buraco burguês neoliberal” .
O que ela propõe é uma plataforma crítica que traz posições que na Eslovénia não existem. A Reartikulacija liga varias àreas do criticismo como a de-colonialidade, delinking, a prática crítica radical e também a cena lesbica à arte contemporânea. O journal bilingue é uma das coisas mais interessantes a acontecer em Liubliana de momento.
Tevz Logar, novo director do Skuc, um espaço not for profit, afirma que na cena não existe espaço para discurso, o que é segundo ele um problema da política cultural, que apoia apenas a produção e não a reflexão.

A educação inadequada

A educação na àrea de arte na Eslovénia não é adequada. Parece que ficou parada no tempo.
“ Os jovens artistas são bastante conservadores, “ diz Igor Spanjol “ conhecem mal a história de arte o que aponta para a incompetência do sitema de educação. “
Miran Mohar, professor na escola de arte visual A.V. A. em Liubliana acha que não há suficiente ênfase na teoria de arte contemporânea e que faltam os professores de fora que por razões birocraticas não têm a oportunidade de trabalhar na Eslovénia(uma das das condições para obter o visto de trabalho é conhecimento da lingua).


Uma cena hermética?

Há artistas e instituições reconhecidos no nivél internacional entre quais Irwin, Marjetica Potrc, Marko Peljhan, Tobias Putrih e Moderna galerija. Enquanto aos artistas, é por iniciativa propria, pois o estado não faz nada em relação a isso. Também a visibilidade duma instituição como a Moderna galerija não ajuda muito para os artistas se tornarem conhecidos lá fora. Ao contrário dum país como a Croacia, falta nós a tradição mais prolongada de vanguardas que na Eslovénia para além do grupo OHO dos anos sessenta e do movimento NSK(Neue Slowenische Kunst) dos anos oitenta não existe.
Alenka Gregoric, a recentamente apontada directora da Mestna galerija, está convencida que a cena artística de Liubliana é apesar do seu tamanho muito diversificada e movimentada. Ela tinha a oportunidade de conhecer as cenas de arte de Istambul, Tel-Avive, Berlim e Nova York que confirmam esta tese.
A cena tem os seus inicios nos anos oitenta com NSK, os anos noventa foram marcados pelos nomes como Vuk Cosic e Marko Peljhan, e agora estão-se a estabelecer jovens, artistas pós-conceptuais.
Igor Spanjol acha que os anos noventa foram mais interessantes do que agora, particularmente a segunda metade dos anos noventa tinha a sua dinâmica muito propria. O Vadim Fiskin chegou do Moscovo, estavam lá também Nika Span e Apolonija Sustersic. No ano 2000 aconteceu ainda a muito criticada Manifesta e à seguir as coisas acalmaram um pouco infelizmente.
Também Tadej Pogacar, director artístico do centro e galeria P74, o unico espaço de artista em Liubliana, acha que a cena foi melhor na segunda metade dos anos noventa, quando ao lado do P74 surgiram a galeria Kapelica, dedicada à performance e body art, Ljudmila(Ljubljana digital art lab) e Bunker.
Roman Uranjek, membro do grupo Irwin, pensa que a cena é apesar do seu tamanho(a Liubliana tem 350 000 habitantes) muito dinâmica. Existem sete espaços onde dá para ver exposições de arte contemporânea: galeria Alkatraz, P74, galeria Skuc, galeria Kapelica, galeria Kapsula, Moderna galerija e Mestna galerija. Na exposição que a Joanna Mytkowska está a comissariar para o Centre Georges Pompidou e inclui cinquenta artistas de quinze países da Europa de Leste, vão estar nada menos que três artistas eslovénos. O galerista eslovéno Gregor Podnar vai estar presente com seis artistas.
Para o reconhecimento internacional da cena foi muito importante a exposição da Moderna galerija Body and the East que tinha mostado que a arte de leste tinha a sua propria identidade e que não é apenas uma má cópia de arte ocidental.
Apesar disso não há profissionais de arte estrangeiros a trabalharem na Eslovénia. Não existe nenhum curador de fora, tampouco um director da instituição de arte.
Para comparação em Austria, o país vizinho, tinham directores das instituições de arte estrangeiros até quando estava no poder o partido nacionalista.


O Futuro

A Moderna galerija estava fechada durante três anos por razões políticas e reabriu em novembro com a exposição do Zoran Music. Muitos dizem que a razão por expor um artista com tão pouco interesse foi outra vez política. A instituição planea para o futuro a divisão dos espaços na arte do século vinte que ocupará o antigo local na rua Tomsiceva e no museu da arte contemporânea que será no antigo complexo militar na Metelkova. A importante parte deste museu é a colecção Arteast 2000+ , que consiste em obras dos artistas da Europa de Leste e se formava durante vinte anos. É ao mesmo tempo a primeira colecção do género no nivél internacional.
O programa da Mestna galerija vai se basear no diálogo com a cidade de Liubliana e a cena internacional e será executado à partir dos convites aos curadores e instituições com quais vão se desenvolver os projectos em conjunto.
Algum espaço será dedicado também aos artistas emergentes dos recentamente formados países da antiga Yugoslavia, àtraves de colaborações com as respectivas instituições que atribuem premios na àrea de arte contemporânea.
No proximo ano o espaço do Skuc vai ser dividido entre a arte local e a presença do espaço internacional, uma das direcções vai também ser a especial atenção aos artistas emergentes. Uma parte importante do programa no futuro será como no caso da Mestna galerija o diálogo com curadores de fora.
A programação do P74 é virada para apresentação, estudo e promoção da arte contemporânea, performance, novos media e musica experimental. Apoio vai aos artistas e curadores emergentes, que têm a oportunidade de realizar as suas primeiras exposições lá. Ao mesmo tempo a juri internacional atribui premios do grupo OHO para jovens artistas.
Anualmente o espaço é dedicado também à exposição do livro do artista e à colaboração com os curadores e instituições do mesmo género de Berlim, Madrid e Viena.
Gregor Podnar encontra-se de momento a lidar com a questão como superar a crise que tem uma grande influência na venda.
A Reartikulacija lança em dezembro o projecto A lei da capital: histórias da opressão no Mestni muzej e leva para Liubliana teóricos e artistas de Viena, Barcelona, Sarajevo, Zagreb, Beograd, Australia e India.
O grupo Irwin acabou o seu último grande projecto East Art Map, a reconstrução da história de arte da Europa de Leste, que tinhamos a oportunidade de ver também em Lisboa. De momento encontram-se a preparar o congresso dos membros do estado NSK que será no proximo ano em Berlim.

domingo, 9 de agosto de 2009

Projects(Undying Love; or Love Dies)




The project evolves around the text Undying Love; or Love Dies by the thinker Jalal Toufic written after his wife left him, and is a close collaboration between an architect of lively spaces and night conversations from Lisbon and a writer/curator that spent eight years there to grow up in all senses (and spices), and now encountered herself suddenly in Slovenia (blown by the wind).



Some excerpts of the Jalal's text follow (though I recommend reading the book, which is sold out, or the excerpt that can be found on his webpage):


“All love affairs happen in the foreign cities.”


“Two of the greatest cinematic love stories [here I agree with Jalal whom I never met] Resnais/Duras Hiroshima mon amour and Marker's La Jettée take place against the backdrop of destruction of the city and possibly of the world. Every love of a man and a woman takes place in seclusion from the world: every love of a man and a woman has for horizon the destruction of the world since they can restart the human race (this is one of the ways love is linked to death).”

“Since they usually stayed up late, they called each other around midnight. She did not ask him:


“Did you dream of me last night?” He did not, with the provocation of seduction, tell her:


“Tonight, you'll dream of me.” But rather: “Have pleasant dreams.” He was relieved when she answered: “I don't remember my dreams.”

“While writing this tonight, am I not serving to advance some other persons desperate waiting for his beloved?”

“In waiting, time is for the most part not mine but others'.”



The project includes also two poems written in the year 900 by acclaimed japonese poetess Ono No Komachi that will be read at the finnisage.


First poem:

Is this love reality
or a dream?
I cannot know
when both reality and dreams
exist without truly existing.

Second poem:

Did she appear
because I fell asleep
thinking of her?
If only I'd known I was dreaming
I'd never have wakened.



The project is dedicated to long and envolving relationship between the two cities, Lisbon and NYC; related since the 2nd WW through massive migrations from “neutral” Portugal to the States that took one month by boat at the time. One of such passengers was Hannah Arendt, that found a refuge in Lisbon before departing to New York.

A live piano performance of Keith Jarret's Tokyo Encore will have a special space in this exhibition on impossible love, seclusion of lovers, spectres of a kind, and dreamstates with eyes wide shut. And above all exile.

Proposed artists:


- Walid Raad (The Atlas group), a close collaborator and friend of Toufic
- Wolfgang Tillmans, work Peaches (a very sensual photograph)
- Resnais/Duras: Hiroshima mon amour
- Chris Marker: La Jettée
- Emily Jouvet: One Night Stand (a feature film by a parisiene filmmaker)
- Sara G, the architect that gets carte blanché, main collaborator of mine that will deal with all spatial issues in the exhibition
- Stanley Kubrick: Eyes Wide Shut (optional)